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Um ano depois da morte de Cesária Évora, a morna é património de Cabo Verde

vendredi 14 décembre 2012, par Publico

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“Não há maneira mais sublime, mais justa, de expressar os sentimentos” do que através da morna, diz ao PÚBLICO o compositor favorito de Césaria Évora.


Cabo Verde já pensa avançar para uma candidatura deste género musical a Património Imaterial da Humanidade.

O governo de Cabo Verde aprovou quinta-feira uma resolução que classifica o género musical morna como Património Histórico e Cultural Nacional, naquele que pode ser um primeiro passo para a classificação pela UNESCO de Património Imaterial da Humanidade. Tudo isto quando passa um ano sobre a morte de Cesária Évora.

Essa mesma intenção foi anunciada pelo porta-voz do Conselho de Ministros cabo-verdiano, Jorge Tolentino, que salientou que o Ministério da Cultura está a ultimar uma Comissão Nacional para preparar um dossier e actuar junto da UNESCO. Segundo a mesma fonte, a ideia original foi da cantora cabo-verdiana Celina Pereira. O diploma entrará em vigor já na próxima segunda-feira.

A notícia foi recebida com satisfação por cantoras de Cabo Verde como Nancy Vieira. “Sinto-me muito orgulhosa como todos os cabo-verdianos e como intérprete da morna”, disse ao PÚBLICO. “A morna é a nossa expressão máxima e através dela conseguimos uma grande visibilidade no mundo, principalmente através da voz da Cesária Évora. Agora que seja também património mundial.”

Outra cantora de Cabo Verde, Ana Firmino, disse-nos que “a morna está para Cabo Verde, como o fado para Portugal, ou o chorinho para o Brasil, por isso faz sentido que seja distinguido”. Para Firmino este é “mais um passo decisivo” para elevar a morna à condição de património imaterial, como já acontece com o fado.

O nome de Cesária Évora surge a todo o momento quando se tenta explicar o sucedido. O seu compositor preferido e o autor que mais escreveu para ela, o músico Teófilo Chantre, diz-nos que “não há maneira mais sublime, mais justa, de expressar os sentimentos” do que através da morna. “Espero que este acontecimento vá no sentido de preservar todo o legado da morna. E nesse sentido espero que sejam libertados meios para manter tradição da morna, ao nível da música, dos instrumentos e da poesia.”

VÍTOR BELANCIANO e LUSA

Publico


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