Um moscatel do Douro, colheita de 1980 da Adega de Favaios, foi declarado o 3.º melhor do mundo. Este moscatel, "doce sem exageros", é o único português no top 10 do concurso mundial de moscatéis de Montepellier.
Uma distinção que vem mesmo a tempo das celebrações de 60 anos da adega e da inauguração do Museu de Favaios
Depois de em 2011 um moscatel luso ter sido declarado, pela primeira vez, o melhor do mundo, este ano é um moscatel duriense de 1980, "doce sem exageros", que acaba de conquistar o 3.º lugar no concurso mundial de moscatéis de Montepellier, França, a que concorrem 232 néctares de 24 países.
Os resultados do Muscats du Monde foram revelados esta semana e o vinho da Adega de Favaios é o único português no top 10, tendo também obtido uma medalha de ouro. A adega, que está a celebrar 60 anos de existência, foi também reconhecida pelo seu Moscatel 10 anos, que levou para "casa" a quarta medalha de ouro consecutiva.
O concurso contou com a participação de um júri composto por 55 elementos que realizaram uma prova cega. Este ano, foram destacados 33% dos vinhos com medalhas no concurso.
À frente do moscatel duriense, ficaram o Vin de Pays de l’Ile de Beauté Muscat Modérato Nectar 2011 e o BTL Lanzarote Moscatel Dulce (Espanha), este último declarado o melhor do mundo.
Além das distinções para Favaios, houve ainda honras para cinco moscatéis da península de Setúbal. O Moscatel de Setúbal - Reserva 2006, da casa Venâncio Costa Lima, que em 2011 foi declarado o melhor do mundo, um feito inédito para os moscatéis lusos, recebeu agora uma medalha de ouro. O mesmo prémio foi ainda para o Malo Tojo Estates 2009. Já a medalha de prata foi atribuída ao SIVIPA 1996, ao moscatel 2010 da Adega de Pegões e ao Reserva António Saramago 2007.