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Sócrates compromete-se a ajudar quem precisa

Mensagem de Natal marcada pela crise mundial, pela obra feita do Governo e pela confiança

segunda-feira 29 de Dezembro de 2008, por Jornal de Notícias

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O ano de 2008 foi difícil, 2009 também vai sê-lo, o mundo está em crise. Um quadro negro que levou o primeiro-ministro a dedicar a mensagem de Natal ao compromisso de que usaria de todos os recursos para ajudar o país.


José Sócrates começou por quebrar uma tradição. Ontem, falou de pé aos portugueses. Agradeceu os esforços de todos e quis realçar, mais do que os outros, o valor natalício da esperança. "É de esperança a palavra que vos quero transmitir", disse o primeiro-ministro, numa mensagem de Natal em tom de preocupação, marcada, do princípio ao fim, por um discurso de crise. E de um certo dever cumprido.

"O ano de 2008 foi, todos o sabemos, um ano difícil", em cenário de "grave crise económica e financeira", a cujos efeitos Portugal não escapa, disse Sócrates. Para enaltecer, logo a seguir, o trabalho feito pelo Governo que dirige e que permite "responder melhor às dificuldades económicas" vindas "de fora". O actual estado de coisas é, assim, atribuído à conjuntura internacional, dado que, "nos últimos três anos, o país ultrapassou a crise orçamental e pôs as contas públicas em ordem". Um resultado que, garantiu o primeiro-ministro, possibilita hoje "usar mais recursos do Estado para apoiar o emprego, as empresas e as famílias".

Entre essas ajudas do Governo, Sócrates apontou o aumento do abono de família, a aposta na acção social escolar e a redução dos preços dos transportes escolares. Mas também o aumento do salário mínimo e dos salários da função pública "acima da inflação", a "generalização" do complemento solidário para idosos e a baixa dos juros nos créditos à habitação (apesar de dependerem sobretudo de ditames internacionais).

Alardeado o trabalho feito, seguiu-se o aviso: "O ano de 2009 vai certamente ser um ano difícil e exigente para todos", perante o qual é dever ("nosso", disse Sócrates), não ficar "à espera que os problemas se resolvam por si". Da parte do Governo, ficou a promessa da defesa do interesse nacional através do uso de "todos os recursos" disponíveis, com "rigor, sentido de responsabilidade e iniciativa", para ajudar a ultrapassar dificuldades e "incentivar o investimento económico que gera riqueza e emprego". Sócrates concluiu com uma nota de confiança no "talento" e "trabalho" dos portugueses para saber atravessar a crise económica internacional".

Jornal de Notícias

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2 Mensagens de fórum

  • Sócrates compromete-se a ajudar quem precisa

    1 de Janeiro de 2009 16:14, por LUIS

    HA TRINTA ANOS QUE NAO ACREDITO EM NENHUM GOVERNO DESTE A MORTE DE ZALASAR .MAS ESTE GOVERNO DEIXOU MUITO A DESEJAR E AINDA POR CIMA DIS O SOCAS QUE VAI AJUDAR QUEM NECESSITA ? SO SE FOR OS RICOS.PORQUE OS POBRES E AS PESSOAS QUE ESTAO A FICAR SEM TRABALHO ELE NAO AJUDA SO O QUE ELE SABE FAZER MAIS O MINISTRO DAS FINANÇAS E SACAR AOS PORTUGUESES EM VES DE OS AJUDAR NUNCA ACREDITEI NESTE SOCAS PORQUE VI NESTA PESSOA QUE SO VINHA ARUINAR OTRABALHO E O GANHA PAO DO POVO PORTUGUES . MAS ENFLISMENTE COMO O NOSSO POVO É IGNORANTE AI ESTA A VONTADE DO NOSSO SOCAS QUE ATE HOJE SO TEM SACADO DO POVO PORTUGUES PARA ENCHER OS BOLSOS DELE E O PRESIDENTE DA MADEIRA E QUE TEM RAZAO ONDE ELE DIZ.ABRAM OS OLHOS PORTUGUESES.MEU RICO SALAZAR

    • Sócrates compromete-se a ajudar quem precisa 14 de Janeiro de 2009 13:43, por Ilda

      Caro Luís,

      Eu não costumo intervir muitas vezes neste tipo de coisas, no entanto achei pertinente neste caso específico. Eu não me considero ignorante, muito pelo contrário. Nasci em França e vivi lá até 1996, quando vim viver para Portugal e aqui continuo. Estudei e agora trabalho no Algarve. Quanto à questão, considero que existem 2 graves problemas, que o Luís desconhece ou deve estar a esquecer. O primeiro tem a ver com o descrédito na política - quero com isto dizer que são muito poucos os políticos que "se aproveitam" (simplesmente falando). O governo Sócrates não é o melhor mas qual é a alternativa? - o inseguro PSD, com Manuela Ferreira Leite; A utopia do PCP, nem vou falar dos outros. O segundo problema, que também "ajuda" o primeiro, tem a ver com a mentalidade portuguesa. Em França, as pessoas (portugueses) têm regras de conduta muito vincadas, pois a mentalidade francesa assim o obriga - existe a preocupação da poupança também. A mentalidade portuguesa é bem diferente, não quero dizer com isto que é má. Aqui, tira-se tempo para aproveitar, compra-se (e bem) mesmo não tendo (recurso ao crédito). As regras são um pouco colocadas de lado, recorrendo muitas vezes ao facilitismo. Em Portugal, vive-se ainda na sombra do 25 Abril, ou seja, a Liberdade acima de tudo, sendo muitas vezes esquecido o respeito pelas regras e normas. Concordo que o Salazarismo até faz um pouco de falta (na questão das regras), mas não em demasia! Quero apenas chamar-lhe a atenção para não julgar de ignorantes nós que diariamente vivemos cá e sabemos que não está perfeito, nem perto disso, mas não há muitas alternativas, senão contestar...que é aquilo que já se vai fazendo. E tenho esperança que vamos conseguir melhorar.



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