A chegada aos arredores de Constância implica a mudança de margem. O comboio atravessa o Tejo e passa a circular pela margem esquerda a caminho de Abrantes, o que permite apreciar melhor o casario branco daquela florida vila.

Passado o Tramagal, o comboio contorna o morro de Abrantes, proporcionando diferentes perspectivas da cidade.
Logo à saída da estação de Abrantes, a automotora bifurca à direita e inicia a travessia da charneca rumo a Ponte de Sôr. O trajecto faz-se pelo meio de campos de milho e montados de sobro, num território dominado pelas cegonhas e por um ou outro rebanho.
Por um de dois caminhos
Passada Ponte de Sôr, a paisagem não muda muito, sendo a travessia da ribeira homónimao prenúncio da aproximação de Torre das Vargens.
Rodeada pelos montados de sobro da Casa de Fronteira, esta estação tem dimensões de um importante entroncamento ferroviário. Aqui há que optar por um de dois percursos: Elvas ou Marvão-Beirã, destino final deste passeio.

A estação de Castelo de Vide brinda o viajante com belos painéis de azulejos da autoria de Jorge Colaço. Castelo de Vide, nas faldas da Serra de São Mamede, foi, dada a proximidade da fronteira, terra de refúgio de judeus, fugidos das perseguições da inquisição castelhana.
A paragem seguinte corresponde ao final da viagem: a estação fronteiriça de Marvão-Beirã, cuja importância se pode deduzir da quantidade e qualidade dos edifícios, desde a antiga alfândega, ao restaurante e dormitório dos ferroviários.
A vila de Marvão fica a dezenas de quilómetros. Logo na base do penhasco fortificado, em cujo cimo se aninha a vila, há o casario da Portagem, a torre medieval onde o direito de passagem era cobrado e uma aprazível zona de lazer junto ao rio Sever. Quem queira fazer exercício e gozar a paisagem pode subir uma calçada medieval até ao alto da vila.
Este é um castelo que pela sua importância estratégica fez mudar o nome da povoação onde foi implantado. A anteriormente denominada Vila de Vide passou a ter o nome do castelo quando D. Dinis aqui mandou construir importante posição fortificada.

Durante as Guerras da Restauração foi adaptada ao uso da artilharia. Castelo de Vide, nas faldas da serra de São Mamede, foi, dada a proximidade da fronteira, terra de refúgio de judeus, fugidos das perseguições da inquisição castelhana. A antiga judiaria, junto ao castelo, testemunha a importância da comunidade hebraica que aqui chegou a residir.
Qualquer passeio pela vila deve iniciar-se na Praça de D. Pedro V, principal largo da vila. Suba pela Rua de Santa Maria, observando os portais ogivais e manuelinos. Entre a barbacã e as muralhas fica o burgo primitivo, nele assumindo lugar de destaque a Rua de Santo António, onde se situam os antigos quartéis.
A paragem seguinte corresponde ao final da viagem: a estação fronteiriça de Marvão-Beirã, cuja importância se pode deduzir da quantidade e qualidade dos edifícios, desde a antiga alfândega, ao restaurante, dormitório dos ferroviários, etc.

A decoração a azulejo, também da autoria de Jorge Colaço, é primorosa, procurando mostrar ao visitante estrangeiro alguns dos principais monumentos e paisagens portugueses, do Convento de Cristo à Torre de Belém, da praia da Figueira da Foz ao Mosteiro de Alcobaça.
Marvão propriamente dita fica a uma dezena de quilómetros, podendo recorrer ao táxi ou às carreiras rodoviárias para fazer esta ligação. Logo na base do penhasco, fortificado, em cujo cimo se aninha a vila, há o casario da Portagem, a torre medieval onde o direito de passagem era cobrado e uma aprazível zona de lazer junto ao rio Sever. Quem queira fazer exercício e gozar a paisagem pode subir uma calçada medieval até ao alto da vila.
Esta, lá em cima, tem um emaranhado de casas antigas, becos e escadinhas onde o viajante se pode e deve perder. Das muralhas, no alto, a vista é de cortar a respiração. Uma pousada e outras alternativas de alojamento tornam a estada aqui mais que atractiva.