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Prova de Vinhos Verdes em Paris

segunda-feira 6 de Julho de 2009, por LusoJornal

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Na semana passada enófilos, escanções e profissionais do sector vitivinícola foram convidados para mais uma prova de Vinhos Verdes que decorreu num espaço insólito e requintado, o iate ‘Clipper Paris’ no rio Sena.


O evento foi organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa (CCIFP) e contou com a colaboração da Comissão de Viticultura da região de Vinhos Verdes.

Philippe Faure-Brac melhor escanção do mundo em 1992 e autor de várias obras da especialidade, deu aos presentes um seminário sobre a arte de degustação assim como sobre os argumentos de venda desta bebida para o mercado francês. ‘Alvarinho’, ‘Trajadura’, ‘Avesso’, ‘Arinto’, ‘Borraçal’, ‘Vinhão’, ‘Touriga’, eis alguns nomes apresentados considerados como vinhos topo de gama. Carlos Vinhas Pereira, Presidente da CCIFP mostrou-se visivelmente contente com o sucesso da prova de vinhos, «apesar de não ser um grande especialista pelo aquilo que bebi e que ouvi hoje, penso que estes vinhos merecem estar na ementa de um grande restaurante francês.

O grande objectivo desta prova é dar a conhecer aos profissionais franceses a qualidade dos vinhos portugueses e claro que isso se possa traduzir em vendas e abrir a balança comercial de Portugal».

Quanto a Alfredo Rente, Presidente da OPAL, regozijou-se da qualidade dos vinhos expostos, «somos responsáveis pela promoção dos Vinhos Verdes no mercado internacional e esta é sem dúvidas uma das maiores provas que temos feito estes últimos anos. Queremos sair um pouco do mercado da saudade e visar mais a clientela francesa. O Vinho Verde é único no mundo, pelas suas características leves, jovens e frutadas”, explicou ao LusoJornal. Contrariamente ao que se pode pensar os Vinhos Verdes não têm reflexo verde, verificamos a presença de vinhos verdes rosés, vinhos verdes tintos, espumantes ou ainda aguardentes. Vários foram aqueles e aquelas que confortavelmente instalados iam provando e cuspindo os vinhos. Olhar, cheirar, rodar e cheirar novamente, avinhar a boca e o copo e finalmente percorrer toda a cavidade bucal com o precioso néctar foi o ritual da prova. «Registos citrinos», «incisivo na boca», «estimulante» «frescura ácida», «Ligeiramente doce, frutado com acidez final bem conseguida» «toques de ananás», foram alguns dos comentários lançados aquando da desgustação».

Também o português, Jean-Jaques Capucho, ex-escanção do célebre Hotel–Café de la Paix em Paris, actualmente aposentado, pareceu muito satisfeito com os novos Vinhos Verdes apresentados, «sou grande apreciador de Vinho Verde, faz-me lembrar as férias em Portugal. Este ano vêem-se aqui vinhos superiores ao que se costuma ver noutras provas. Acabei de provar agora um que é muito bom e que pode acompanhar uns camarões por exemplo, não dá para acompanhar um prato porque é mais um vinho de aperitivo». Contudo Jean-Jacques Capucho confessou não se encontrar estes bons vinhos em França. «É uma pena, termos vinhos de tão boa qualidade e não conseguirmos encontrá-los no mercado. Apenas se encontram os mais baratos e de categoria inferior, que para mim estão longe de competir com os Alvarinhos por exemplo».

Quanto a Francisco Pereira, escanção e negociante de vinhos, declarou ser muito exigente na escolha dos seus vinhos e apontou para a dificuldade de fazer penetrar no mercado francês estes vinhos, «há vinhos portugueses muito bons e que podem largamente competir com os franceses, no entanto, os custos de transporte e o IVA, acabam geralmente por favorecer os vinhos franceses que são excelentes e que têm boa reputação mundial, contrariamente aos vinhos portugueses que não usufruem do mesmo renome internacionalmente».

No final da prova, Philippe Faure-Brac declarou ao Lusojornal ter provado vinhos de alta qualidade «que podem ter uma abertura na gastronomia francesa ou internacional. Os Vinhos Verdes possuem um paladar fresco e uma acidez particular, ideal para desalterar no Verão».

O escanção confessou já possuir vários vinhos portugueses na adega do seu restaurante, mas ainda não Vinhos Verdes, «porém, após a prova de hoje, penso que vou comprar alguns», diz a sorrir.

Apesar da França ser a terra do vinho, Portugal consegue ter hoje vinhos de excelente qualidade. Para além do vinho do Porto e da Madeira, as quotas do Mercado do Vinho Verde tem crescido em média 5% por ano, quer em Portugal quer no estrangeiro.

LusoJornal


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