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Opositor do regime da Guiné Equatorial critica Portugal por aceitar o seu país na CPLP

“Estes dinheiros que vos fazem bajular o déspota são roubados ao povo", diz Samuel Mba Mombe, numa carta aberta a Passos Coelho.

quinta-feira 27 de Fevereiro de 2014, por Publico

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O exilado político equato-guineense Samuel Mba Mombe escreveu uma carta aberta ao primeiro-ministro português, Passos Coelho, em que afirma que o Governo “cedeu aos interesses económicos”, ao dar “o aval” à entrada do seu país na CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).


Samuel Mba Mombe, que vive nos Camarões, manifesta “indignação, repulsa e consternação” pela previsível admissão da Guiné Equatorial e diz que “a aceitação da ditadura de Teodoro Obiang Nguema pela comunidade de países lusófonos não faz mais do que confirmar a dupla moral destes Estados”.

“Surpreende que Portugal, que já sofreu na própria carne os impactos de uma ditadura e que recebeu o apoio e solidariedade de outros Estados, seja hoje o defensor de uma cruel ditadura que sequestra, assassina, prende, tortura”, escreve o oposicionista, que foi militante da Aliança Nacional para a Restauração Democrática, no tempo de Francisco Macías Nguema, primeiro ditador do país, que presidiu à Guiné Equatorial entre 1968 e 1979.

“Estes dinheiros que vos fazem bajular o déspota são roubados ao povo da Guiné Equatorial. V. Ex.ª saberá certamente que este povo continua a definhar na miséria e na pobreza mais absolutas, apesar do petróleo, do gás e da madeira.”

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP recomendaram na semana passada, numa reunião em Maputo, por unanimidade, a adesão como membro de pleno direito da Guiné Equatorial, depois de terem sido informados que o país africano adoptou um “dispositivo legal” para responder à exigência de uma moratória sobre a pena de morte. Rui Machete, ministro português, disse que “Portugal se sente à vontade com esta decisão”.

“A pena de morte continua em vigor” na Guiné Equatorial”, alega, na carta a Passos Coelho, Samuel Mba Mombe, médico que se define como "opositor independente" e também já esteve exilado na Alemanha.

Após a recomendação dos ministros da CPLP, Ana Lúcia Sá, investigadora do Centro de Estudos Africanos do ISCTE-IUL (Instituto Universitário de Lisboa), disse à Lusa que, há pouco mais de duas semanas, nove pessoas foram “executadas sumariamente” no país.

A decisão final sobre a adesão plena do país africano, que tem desde 2006 o estatuto de observador, deve ser tomada na próxima cimeira de chefes de Estado da organização lusófona, prevista para Julho, em Díli.

João Manuel Rocha

Publico


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