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Nobel da Paz gera guerra entre socialistas

Ana Gomes contra diplomacia "leve -leve" do Governo

terça-feira 11 de Setembro de 2007, por Diário de Notícias

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Ana Gomes critica o ministro dos Negócios Estrangeiros pelos argumentos que Luís Amado utilizou para justificar a recusa do Governo em receber o Dalai Lama (Prémio Nobel da Paz 1989), que amanhã chega a Portugal.


E nem o facto de militarem ambos no mesmo partido atenuou as críticas da eurodeputada socialista.

"O ministro [está] a ser consequente com o que tem sido a diplomacia leve-leve em que se vai especializando Portugal: nada de incomodar mandarins com conversas parvas sobre direitos humanos; importa é adulá-los e acenar-lhes até com o levantamento do embargo de armas decretado pela União Europeia à conta desse episódio ’pré-histórico’ do massacre de Tiananmen", escreveu Ana Gomes no seu blogue, Causa Nossa. Num texto em que acusa Amado de "exercitar a política de nunca correr o risco de desagradar a ricos e poderosos", seja a propósito do Iraque, de Guantánamo, da Rússia ou de África", a eurodeputada observa que o dirigente tibetano é "uma figura cada dia mais bem recebida em Washington, onde acaba de receber a Medalha de Ouro do Congresso". E elabora uma extensa lista de representantes oficiais de vários países com que o Dalai Lama se encontrou nos últimos anos, incluindo primeiros-ministros no exercício das presidências europeias.
"Não consta que do primeiro-ministro belga ao austríaco, do norueguês ao australiano, algum tenha sido comido por Pequim ao pequeno-almoço. Pelo contrário, qualquer dos seus países tem (porque soube construir) muito mais visíveis e rentáveis relações económicas com a China do que Portugal... e sem pied à terre em Macau", escreve ainda Ana Gomes.

Amado afirmou sábado que "oficialmente, o Dalai Lama não é recebido por responsáveis do Governo português, como é óbvio". Limitando-se a acrescentar que isto acontece "pelas razões que são conhecidas".

PR também não recebe

Outra entidade que não receberá o Dalai Lama é o Presidente da República. Fernando Lima, assessor de imprensa de Cavaco Silva, não revelou o motivo desta "ausência": "Estou fora, não tenho informação que possa dar", disse. No entanto, segundo o DN apurou, não está excluida em absoluto a hipótese de um encontro informal. Isso aliás aconteceu na primeira visita a Portugal do líder espiritual dos tibetanos budistas, em 2001. O Presidente de então, Jorge Sampaio, não recebeu o Dalai Lama em Belém mas depois cruzou—se com ele numa visita ao Museu Nacional de Arte Antiga. O "cicerone" dessa visita foi o então ministro da Cultura, Augusto Santos Silva, hoje titular da pasta dos Assuntos Parlamentares.

O Presidente da República não receberá, o Governo também não - mas o mesmo já não acontecerá na Assembleia da República (AR). Na quinta-feira, às 15.00, será recebido pelo presidente da AR e às 16.30 pela Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros. O deputado José Luís Arnaut (PSD), presidente da comissão, disse que receberá o Dalai Lama "enquanto líder de uma comunidade já representada em Portugal por milhares e milhares de pessoas".

Aqui a expectativa reside na actuação do PCP. Os comunistas são fiéis ao PC Chinês, que não reconhece o direito do Tibete, sua "província autónoma", à autodeterminação, reclamada pelo Dalai Lama.
O representante espiritual do líder tibetano para a Europa, Tulku Rinpoche, desvalorizou a atitude do Governo português, dizendo que o Dalai Lama não quer "colocar ninguém numa situação complicada".

Diário de Notícias

1 Mensagem

  • Nobel da Paz gera guerra entre socialistas

    13 de Setembro de 2007 21:39, por YACHIA

    é tudo uma vergonha

    Portugal podia evoluir no sentido positivo da palavra e nao ANDAR para tràs como està a ser um habito nestes ultimos TEMPOS !!!!

    E o representante"PR" de Portugal podia informar-se melhor antes de tomar decisoes como no tempo do SALAZAR !!!!!!



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