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Filme português Boa Noite Cinderela na competição na Semana da Crítica de Cannes

terça-feira 22 de Abril de 2014, por Publico

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Alinhamento da competição de longas e curtas-metragens foi revelado esta segunda-feira e inclui a obra de Carlos Conceição, que passa também no IndieLisboa 2014.


Boa Noite Cinderela, do português Carlos Conceição, foi seleccionado para a secção de competição da Semana de Crítica do Festival de Cannes, na secção de curtas e médias-metragens.

Trata-se do único título português, que compete na importante semana dedicada a primeiras e segundas obras em que concorrem longas como When Animals Dream, os lobisomens do estreante dinamarquês Jonas Arnby, It Follows, o segundo filme do norte-americano David Robert Mitchell, ou do filme que abre esta secção paralela à corrida à Palma de Ouro, Pour Faire L’Amour, “um verdadeiro choque” do haitiano Djinn Carrenard, segundo o director do evento, Charles Tesson.

Apresentado esta segunda-feira em Paris, o alinhamento da Semana da Crítica (criada em 1962 paralelamente à competição principal do Festival de Cannes) contempla sete longas-metragens na competição, que decorre de 15 a 23 de Maio, e dez curtas ou médias-metragens, entre as quais Boa Noite Cinderela. O filme, que integra também a programação da edição deste ano do festival IndieLisboa (com sessões a 27 e 30 de Abril e 2 de Maio), é o resultado de dois anos de trabalho, como explica esta segunda-feira Carlos Conceição na conta de Facebook do filme, dedicando “este momento [da selecção para a Semana da Crítica] à equipa do filme, artistas e técnicos”, mas também “aos directores da Semaine, Charles Tesson e Rémi Bonhomme, bem como ao comité de selecção: Fabien Gaffez, Pierre-Simon Gutman e Iris Brey”. Protagonizado por João Cajuda, David Cabecinha e Joana de Verona, o filme é apresentado como uma recuperação do conto de fadas numa "versão mais materialista e carnal", passada em Portugal em 1859.

A lista das sete longas na corrida ao principal prémio do evento por onde passaram as primeiras obras de cineastas como Bernardo Bertolucci, Ken Loach, François Ozon ou Wong Kar-wai, abre com um filme que Tesson descreve como “um filme de terror protestante com um twist feminista” - When Animals Dream – e completa-se então com Piu Buio di Mezzanote, do italiano Sebastiano Riso, Gente de Bien, do colombiano Franco Lolli, Hope, do francês Boris Lojkine, Self Made, da israelita Shira Geffen, e The Tribe, do ucraniano Myroslav Slaboshpytskiy.

O júri desta 53.ª Semana da Crítica, presidido pela britânica Andrea Arnold (que venceu por duas vezes, com Red Road e Fish Tank, os prémios do júri em Cannes em 2006 e 2009), terá então de escolher entre filmes com temáticas que vão das relações entre pai e filho (Gente de Bien), entre espectros e mortos-vivos e a sexualidade adolescente (It Follows), casais numa travessia do deserto (Hope), uma criança em fuga (Piu Buio di Mezzanote) ou a língua gestual através da qual crianças surdas-mudas em internato formam um gangue (The Tribe), havendo ainda espaço para os retratos cruzados de uma palestiniana e de uma israelita (Self Made).

Fora de competição serão ainda mostrados Breathe, a segunda obra da actriz Melanie Laurent, The Kindergarten Teacher, de Nadav Lapid, e Hippocrate, de Thomas Lilti, que é o filme de encerramento da semana e que versa sobre a rivalidade entre dois médicos num hospital.

Quanto às curtas e médias-metragens, concorrem com o português Boa Noite Cinderela os filmes Young Lions of Gypsy, de Jonas Carpignano, The Chicken, de Una Gunjak, Back Alley, de Cecile Ducrocq, Crocodile, de Gaelle Denis, Les Fleuves M’ont Laissée Descendre Où Je Voulais, de Laurie de Lassale, Little Brother, de Remi St-Michel, Safari, de Gerardo Herrero, TrueLoveStory, de Gitanjali Rao, e A Blue Room, de Tomasz Siwinski.

Joana Amaral Cardoso

Publico


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