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Encontro de Nanterre foi palco para contestação

Comunistas unânimes para condenar o Governo

segunda-feira 12 de Maio de 2008, por LusoJornal

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Foi num ambiente alegre e festivo que duas centenas de militantes e amigos do Partido Comunista Português de França se reuniu no passado domingo, dia 4, no Palais de Congrès de Nanterre.


Esta reunião do Partido, em França, teve a participação muito especial do actual líder do partido Jerónimo de Sousa que visitou algumas Comunidades portuguesas durante o mês de Abril e Maio.

Durante a reunião do partido, alegrada com um almoço, música e dança, muitos foram aqueles que opinaram sobre o estado incerto da política portuguesa para a emigração. João Armando, responsável no PCP nesta área caracteriza a política portuguesa como profundamente negativa quanto à emigração portuguesa. «Nunca se viu, uma Comunidade portuguesa organizar manifestações como aquelas que se organizaram quanto ao encerramento dos Consulados. As forças de resistência por parte da comunidade são notórias».

Sobre o assunto Jaime Alves, vice-Presidente da Associação de Nanterre afirma «estivemos na primeira linha na defesa do encerramento dos Consulados». Neste contexto de desagrado, «convém lembrar que este Governo fechou quatro Consulados, o e último Governo do PSD também fechou mais outros quatro».

Silas Serqueira, intelectual, investigador, ex-professor de relações internacionais de SciencesPo e coordenador do recente movimento português pelos direitos do povo palestiniano pela paz no médio oriente considera que este Governo está a continuar a política de direita, «está a fazer a mesma política do anterior Governo». Jaime Alves diz é «uma continuidade para pior, pois foi encerrado o segundo maior Consulado no mundo a seguir ao de S. Paulo, onde existia mais de 600 mil portugueses inscritos».

Este militante continua afirmando que «o problema dos Consulados ainda está para vir. Na altura das férias vai ser ainda muito pior».
Opinião generalizada sobre a decadência do ensino da língua portuguesa em França, não só no discurso do Secretário-Geral do PCP, mas por todos os presentes.

Jaime Alves e João Rufino partilham a mesma opinião e consideram que o problema do ensino do português em França é o seguimento da política agravada dos Governos anteriores. «Há mais de 15 anos atrás havia mais de 50.000 mil alunos a aprender o português, professores pagos pelo Governo português. Hoje os dados que chegam até nós é de 11.000», declara Jaime Alves.

Os alunos ficam sem aulas porque não se deixa abrir turmas com 9 ou 10 alunos, em contrapartida florescem as escolas privadas, sobretudo «para os nossos filhos que têm de aprender aos sábados e às quartas, quando os outros estão a brincar e descansar. O ensino devia ser integrado no ensino oficial. As últimas negociações sobre o ensino são do tempo de Jack Lang, e depois foi-se esquecendo» concretiza Jaime Alves.

João Rufino continua «depois pode-se falar da miséria que eles pagam aos jovens, muitos ganham até 700 e 800 euros por mês, o que não dá para sobreviver».

Unanimemente, considera-se neste encontro que o PCP continua a ser a melhor organização política na defesa intransigente dos direitos do presente e do futuro dos trabalhadores portugueses. Silas Serqueira considera que o PCP «é dentro das dimensões do nosso país, um dos mais fortes Partidos Comunistas de toda a Europa ocidental» e continua afirmando que «é lamentável que neste encontro não estivesse representado o Partido Comunista Francês e mesmo um representante da Mairie de Nanterre enquanto no Luxemburgo aconteceu o contrário».

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