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Durão Barroso promete defender euro como "símbolo da unidade" europeia

segunda-feira 10 de Dezembro de 2012, por Publico

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Perante as críticas, Comité Nobel justifica a escolha e diz que prémio é merecido e necessário.


O prémio Nobel da Paz foi na tarde desta segunda-feira formalmente entregue à União Europeia (UE) numa cerimónia solene em Oslo em que Heródoto, Espinosa e Abraham Lincoln foram citados para celebrar o génio e a audácia que marcaram a concepção do maior projecto de paz da História.

"Que audácia a dos pais fundadores da Europa, ao afirmarem: ’Sim, podemos, podemos acabar com o ciclo interminável da violência, podemos pôr fim à lógica da vingança, podemos construir unidos um futuro melhor.’ Que poder o da imaginação", afirmou Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, no discurso de aceitação do prémio que proferiu a meias com Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia.

O Nobel da Paz 2012 recompensa o papel da União Europeia (UE) na transformação de “um continente de guerra num continente de paz” e pelo seu contributo para a democracia e os direitos humanos. Foi anunciado em Outubro como forma de impulsionar uma saída da crise que a UE atravessa.

Perante uma sala à cunha, onde estavam sentados cerca de um milhar de convidados, e que contou com a presença da maior parte dos chefes de Estado ou de Governo da UE, Van Rompuy considerou que "na política, como na vida, a reconciliação é a parte mais difícil", porque "vai para além do perdão e do esquecimento, ou de um mero virar de página". Embora tivesse reconhecido que a Europa talvez pudesse viver actualmente em paz mesmo sem a UE, Van Rompuy considerou que "não teria sido uma paz com a mesma consistência, uma paz duradoira" mas antes "um cessar-fogo glacial". E mesmo se é "inconcebível", a guerra não se tornou "impossível", sublinhou.

Para Van Rompuy, a UE não pode continuar a depender da promessa de paz para mobilizar os seus cidadãos. Sobretudo no contexto da actual crise económica, em que a prosperidade e o emprego, "pedras angulares das nossas sociedades", estão ameaçados, tornando "natural que os corações endureçam," que os interesses nacionais se sobreponham ao interesse comum, "que se reabram velhas fracturas e reapareçam estereótipos há muito esquecidos". E mesmo se não serão estas dificuldades que farão a Europa retroceder "para as trevas do passado", a verdade é que "o desafio que a Europa está a enfrentar é real", enfatizou, acrescentando: "A presença de tantos líderes europeus nesta cerimónia é bem a prova de uma profunda convicção comum: sairemos juntos desta crise, e sairemos mais fortes" graças à grande capacidade que a UE tem de se "reinventar".

ANA DIAS CORDEIRO e ISABEL ARRIAGA E CUNHA(Bruxelas)

Publico


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