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Cinemateca procura filmes amadores sobre a revolução

25 de Abril

quinta-feira 17 de Abril de 2014, por Diário de Notícias

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A Cinemateca Portuguesa procura filmes amadores que tenham sido feitos nos "dias revolucionários de 1974", para que sejam exibidos no próximo dia 25, assinalando os 40 anos da revolução.


A Cinemateca tem dedicado a programação deste mês à revolução de abril de 1974 com filmes militantes, etnográficos, censurados, documentários e ficção do Cinema Novo.

A estes, o Museu do Cinema quer juntar, numa sessão especial no dia 25 de Abril, à tarde, registos que os portugueses fizeram com as suas próprias câmaras, "nos formatos amadores comuns à época, designadamente Super 8" sobre os acontecimentos da revolução.
A 25 de Abril, a Cinemateca irá exibir também a cobertura televisiva da RTP, revelando a "euforia do dia captada em direto", assim como as imagens em bruto, não montadas, sem som e sem cortes, que integram a coleção da Cinemateca.

Serão ainda mostrados dois números especiais de atualidades, intitulados "25 de Abril de 1974 e 1.º de maio de 1974" e "O povo unido jamais será vencido", de António Escudeiro, assim como "Cravos de Abril", de Ricardo Costa, e "Os caminhos da liberdade", do coletivo da Cinequipa.

À noite, passará "As armas e o povo", feito em 1975 por um coletivo de realizadores, entre os quais José Fonseca e Costa, Fernando Lopes, João César Monteiro, Glauber Rocha, Alberto Seixas Santos, António da Cunha Telles e António-Pedro Vasconcelos.

"Torre Bela", filme de Thomas Harlan, de 1977, que regista a ocupação da herdade do Duque de Lafões, e um colóquio com o crítico e cineclubista Manuel Pina, replicando um encontro que aconteceu na Cinemateca, a 25 de Abril de 1974.

A programação de abril da Cinemateca tem por título "25 de Abril sempre - O movimento das coisas" e incluiu filmes como "Brandos costumes", de Alberto Seixas Santos, "Deus, Pátria, Autoridade" (1975), documentário experimental de Rui Simões sobre o Estado Novo, "As paredes pintadas da revolução portuguesa" (1976), de António Campos.

A vertente etnográfica e de registo das práticas populares revela-se com "Máscaras" (1976), de Noémia Delgado, "Continuar a viver - Os índios da meia praia" (1976), de António da Cunha Telles, sobre uma comunidade piscatória em Lagos, e "Trás-os-montes" (1976), de António Reis e Margarida Cordeiro.

por Lusa, texto publicado por Isaltina Padrão

Diário de Notícias


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