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Aplicar Acordo Ortográfico neste ano "é gravíssimo"

sexta-feira 6 de Março de 2009, por Jornal de Notícias

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Os autores do Manifesto em Defesa da Língua Portuguesa contra o Acordo Ortográfico criticaram a intenção do Governo de aplicar o acordo "em 2009". O linguista Fernando Cristóvão defendeu o acordo como "instrumento para todos se compreenderem".


A crítica à anunciada intenção governamental de fazer aplicar o acordo em Portugal "ainda neste ano", o que os autores do manifesto consideram "gravíssimo", foi feita ontem, dia em que Fernando Cristóvão interveio a favor do Acordo Ortográfico, na abertura da Expolíngua, que decorre até amanhã em Lisboa.

Um comunicado assinado pelo primeiro subscritor do manifesto, Vasco Graça Moura, em nome dos signatários, refere que "o Governo manifestou a sua intenção de fazer aplicar o Acordo em Portugal ainda neste ano. Isto é gravíssimo e contraditório com o propósito inicialmente manifestado de se estabelecer um prazo de seis anos para tal efeito".

"O Governo, em fim de legislatura, não quer assumir os custos, o ónus e o trabalho de implementação do acordo, nomeadamente no sistema educativo. Teria de dar formação a todos os professores que estão muito insatisfeitos, teria que substituir a maioria dos títulos nas bibliotecas escolares e teria de assumir que a medida de passagem de vigência dos manuais de quatro para seis anos era posta em causa pela necessidade de os substituir a meio da sua vida útil", diz o texto.

O comunicado refere que o manifesto já recolheu mais de 100 mil assinaturas e que continua a aguardar agendamento para ser apreciada em plenário da Assembleia da República.

Por seu lado, o linguista, que já foi presidente do Instituto Camões, sublinhou que o Acordo Ortográfico "valida" a lusofonia, recusando que esta demonstre qualquer ideia de neo-colonialismo cultural. "Ninguém é proprietário único da língua e esta pertence a todos que a falam, introduzindo cada um a sua variante", argumentou, sustentando que o Acordo "é uma base comum de entendimento gráfico".

Jornal de Notícias

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