No posto de turismo, e depois de obtermos informações sobre a região e as Aldeias de Xisto, somos convidados a provar um delicioso bolo-rei feito de medronho, a que se chegue um almoço, a comprovar que por aqui não há doses pequenas.
Espreitamos a belíssima Igreja Matriz e rumamos a Álvaro, a primeira das Aldeias de Xisto que visitamos e cuja designação se deverá ao nome de um criado encarregue de governar quando o seu senhor foi para a guerra.
A verdade é que o fidalgo nunca mais voltou, ao contrário de nós, que ficámos com vontade de regressar a esta aldeia soalheira provavelmente numa altura em que possamos experimentar a praia fluvial.

Já com o sol a ameaçar esconder-se, continuamos a ziguezaguear a serra rumo ao destino eleito para passarmos a noite : Janeiro de Cima, nas margens do Zêzere, rio de onde saíram as pedras usadas para calcetar as ruas. Estamos no fim da tarde e a temperatura já baixou a 4°C. Aqui não há Multibanco, mas há a tremenda simpatia com que a D.Lídia nos recebe na aquecida Casa de Janeiro. Mesmo ao lado, um restaurante chamado Fiado mistura sabores tradicionais (como o maranho) com uma decoração e atendimento que decerto o tornariam um dos restaurantes da moda se estivéssemos em Lisboa (sobretudo servindo doses que não nos fazem perguntar a razão pela qual há tanto branco do prato à mostra).