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Alda Pereira-Lemaître, candidata de origem portuguesa à Câmara de Noisy-le-Sec

sexta-feira 28 de Dezembro de 2007, por LusoJornal

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A socialista Alda Pereira-Lemaître acabou de ser oficialmente investida no topo de uma lista da esquerda (« gauche plurielle ») para reconquistar a vila de Noisy-le-Sec, actualmente administrada por Nicole Rivoire (UDF-Modem).


Liderando uma equipa apoiada pelo Partido Socialista, os Verdes (« les Verts »), o Partido Radical de Esquerda (« Parti Radical de Gauche (PRG) ») e o Movimento Republicano e Citadão (« Mouvement Républicain et Citoyen (MRC) »), esta candidata de origem portuguesa declarou ao LusoJornal desejar colocar a democracia activa no centro da acção municipal.

Depois de Elisabeth Guigou ter recusado o convite de alguns cargos pesados do departamento, Alda Pereira-Lemaître surgiu como candidata para Noisy-le-Sec, uma freguesia de 40.000 habitantes de Seine-Saint-Denis.

«Elisabeth Guigou foi sempre contra a acumulação de mandatos. Todavia, manifestou o seu desejo de dar lugar aos mais jovens. Mas, ela encontra-se-á na minha lista numa posição eligível », salienta.

Enquanto as grandes linhas do projecto serão reveladas somente no final da semana – após uma reunião de concertação entre as diversas forças políticas – sabe-se contudo que Alda Pereira-Lemaître deseja consultar os habitantes de Noisy-le-Sec quanto ao prolongamento do eléctrico. Trata-se de um caso delicado que pelos vistos fez com que o município oscilasse para a direita nas últimas eleições. «Estou a favor dos transportes públicos mas tomo em consideração todas as possibilidades. Não me restrinjo a um traçado mais do que qualquer outro. Todavia, desejo que sejam utilizados os melhores materiais com menor transtorno para a população. O actual eléctrico já é obsoleto. Se for eleita, este assunto será sujeito a uma consulta citadã », promete a candidata. Aliás, deseja dinamizar novamente os comitês de bairro, criar uma Casa dos Pais e compromete-se a respeitar a paridade em todas as estruturas decisivas relativas à vila.

Tendo jà sido interpelada na rua por eleitores portugueses, não descarta a hipótese de estabelecer contactos para uma eventual geminação com uma vila ou cidade do seu país de origem.

Após a sua chegada à França, em Maio de 1968, com três anos de idade, Alda Pereira viveu alguns meses no bairro de lata de Nanterre, mesmo antes que a sua família se mudasse para Seine-et-Marne (Villeparisis). Originária de Tortosendo, uma aldeia a sete quilómetros da Covilhã, os Pereira emigraram por razões económicas e políticas. «Ainda tenho memórias muito vivas dessa época. Uma das minhas tias cujo noivo tinha sido chamado para prestar serviço no Ultramar, foi presa pela PIDE (polícia política) porque tinha manifestado-se contra a guerra colonial ». Desde muito jovem, desenvolveu uma certa consciência política. «Ora bem, tornei-me adulta muito cedo, sentindo uma espécie de despertar para a cidadania. Quando era ainda criança, sentia-me revoltada para com os meus pais por não terem permanecido em Portugal. Considerava a sua presença mais útil em Portugal a fim de combater a ditadura. Agora com o devido distanciamento, diz que com o passar do tempo, acabou por entender a atitude dos pais. « Queriam apenas preservar-nos e assegurar-nos um futuro melhor”.

Esta candidata permanece muito ligada ao seu pays de origem onde passa anualmente duas semanas de férias. «Sinto a necessidade de regressar às origens, visitar a família. Como é que hei-de explicar ? Os pastéis de nata e muitas outras coisas representam a minha madalena de Proust. Preciso disso». Porém, não olvida a dimensão política. « Sempre que posso, gosto de passar o 25 de Abril em Portugal. Na comemoração dos 30 anos da Revolução dos Cravos fomos à Coimbra com os nossos filhos. Ficaram muito comovidos. Hoje em dia, são eles que pedem a dupla nacionalidade, que sentem esta necessidade de falar o Português, de ler e de entender a sua história ».

LusoJornal


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